Peguei-me pensando outro dia no quão maravilhosa foi minha infância, no
quanto eu aprontei e me diverti, nesse período em que não existia malícia nem tristeza;
tempo que usávamos a imaginação. Lembro bem que onde morava havia mais amigas.
Chegávamos da escola, mal trocávamos de roupa e já íamos para rua brincar, mas
não de boneca não, pois, nem tínhamos, não era tão barato assim. Adorávamos
brincar de pique esconde, pique pega, bandeirinha estourada, mamãe mandou. Fingíamos
que éramos modelos, desenhávamos uma passarela com resto de tijolo amarelo pra
marcar o chão. Como era bom, nos divertíamos o dia todo, não cansávamos, mas
quando íamos pra casa tomar banho e dormir, era um pulo só na cama, já pensando
nas brincadeiras do outro dia. Dedos ralados? joelhos ralados? fazia parte, não
nos importávamos, no outro dia estávamos lá, brincando novamente.
Naquela tempo, existia computador e celular, mas não eram tão acessível
assim, eram caros e precisávamos possuir cursos pra conseguir mexer em um computador.
Não existia watsapp, sequer facebook, celulares com aplicativo para baixar
jogos, programas, etc. Mesmo sem toda essa tecnologia que possuímos hoje, não
deixamos que nossa infância fosse chata; quando se usa a imaginação, tudo fica
perfeito, tudo fica mágico, umas das coisas mais lindas da vida é fantasiar,
liberar tudo que sentimos de alegria dentro da mente de criança.
Quem disse que até hoje não brinco de boneca, de desenhar, e outras
brincadeiras? Uso sempre minha imaginação; é sempre bom lembrar a infância. Acho
essencial libertar nosso lado de criança; nos ocupamos com tantas coisas,
muitas delas fúteis ou tristes, e deixamos de sorrir e esquecemos de nossa alma
infantil, ela está conosco e nos possibilita olharmos com alegria, termos
pensamentos puros, sorrirmos sem motivos, amarmos sem querer nada em troca, sermos
sinceros.
Patrícia Martins Ferreira Nunes (EE Guiomar de Freitas Costa, Uberlândia, MG)