quinta-feira, 17 de março de 2016

A carreira que decidi seguir (crônica)

            

Naquele dia - dias da infância - não gostei muito da ideia de deixar minha casa, pois sou uma pessoa caseira, gosto muito de ficar  na minha casinha. Mas ao chegar na  fazenda, consegui me sentir livre; me apaixonei por aqueles animais, o lugar era lindo, as árvores, o canto dos pássaros, o lago, tudo me encantava. Enquanto andava por lá, admirando a beleza do lugar, avistei uma égua, chamavam-na de Lilica, era linda, toda marrom, com uma crina estupenda.
Lilica e eu ficamos muito próximas, ela me entendia, acho que ela era o que eu tinha de mais próximo de uma amiga. Eu aproveitava todas as oportunidades que apareciam para ir para a fazenda, para poder vê-la e conversar com ela. Nós andávamos pela fazenda e eu sempre levava maçãs pra ela, dava banho nela, fazia tudo que pudia. Foi nessa época que escolhia a profissão que seguiria quando crescesse; queria ser veterinária, cuidar dos animais, dos presentes que Deus nos deu.
No entanto, as circunstâncias da vida me afastaram de minha amiga; comecei a estudar e fazer cursos, não houve mais tempo para ir até fazenda, não tive escolha. Quando pude finalmente ir lá outra vez, a Lilica havia morrido ao tentar dar à luz; não foi possível fazer o parto sem machucá-la, ela perdeu muito sangue e não resistiu.
Foi triste, muito triste, mas foi por ela que decidi me tornar veterinária, para poder ajudar os animais; assim como os humanos, eles  também precisam de muito cuidado e carinho.

                                              S. R. S. (EE Guiomar de Freitas Costa, Uberlândia, MG)

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