quarta-feira, 16 de março de 2016

A tarde de sábado (crônica)



Era sempre assim, todo sábado à tarde eu saía para passear de bicicleta não passava um sábado sequer sem praticar. Num desses sábados, eu e meus irmãos, tivemos a incrível ideia de pedalar atrás de um cemitério próximo a nossa casa. Dois amigos ao nos ver passando na rua, quiseram ir junto. No meio da subida eu resolvi trocar de bicicleta com meus irmãos, pois a que eles estavam era melhor que a minha.
Fomos até um pé de manga, brincamos bastante de esconder, pega-pega e de corrida, acabamos cansando e ficando com sede, então resolvemos ir embora. Na descida, eles foram na frente e eu atrás, pois tinha medo de andar muito rápido. Em questão de segundos me deparei com meu irmão mais novo me perguntando se ele havia se machucado, estava desesperado passando a mão na cabeça, e se limpando, pois estava todo sujo, em seguida me deparei com meu irmão do meio todo ensanguentado. Eles haviam caído, eu entrei em desespero, era muito nova, achei que meu irmão ia morrer.
Um de nossos amigos nos ajudou; fomos na casa de uma senhora conhecida, ela lavou o corpo dele, percebemos que ele havia cortado a boca, mas o sangue não parava de sair, então ela resolveu colocar gelo na boca dele, só assim parou de sangrar, mas ficou muito inchado. Resolvemos ir embora, eu levei o que havia se machucado, um dos amigos levou o outro. 
Ao chegar em casa, minha mãe se deparou com meu irmão naquele estado e perguntou o que havia acontecido, narramos toda a história para ela. Com muito dialogo, ela acabou compreendendo a história, mas disse que não era para andarmos de bicicleta atrás do cemitério nunca mais.
No sábado seguinte, acabei nem indo andar de bicicleta, preferi ficar em casa e brincar de jogar bola com eles, e assim a bicicleta acabou saindo da minha rotina de sábado.

Diana Vieira da Silva (EE Guiomar de Freitas Costa, Uberlândia, MG)


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