quinta-feira, 17 de março de 2016

Quem sou eu (crônica)

                                                                                 

Amanhã faz seis anos que não sou mais quem sempre fui, minhas manhãs agora brilham, sinto os raios do sol tocarem meu rosto, agora contemplo a vida com mais amor e intensidade. Hoje sou destemida, mas já tive medo de minha própria sombra, sou um exemplo para uns e alvo para outros, a insanidade se tornou sanidade.
Quem sou eu? Sou aquela que passou pelo vale de ossos secos, que veio do fundo do poço, guerreira de fé, aquela que ama, mas também odeia. Quase não me intimido, não almejo a perfeição, mas busco, diariamente, agir de maneira correta, pensar e reagir às circunstâncias da vida.
Vinte e um anos vividos, mas a experiência é de trinta. Vez ou outra, tiro de mim para dar para os outros, não me julgo caridosa, tenho lampejos de compaixão. Minha arrogância, na maioria das vezes faz com que as pessoas tenham opiniões erradas sobre mim. A cada desafio que me é dado, os cumpro com dedicação e força, vou atrás do meu verdadeiro eu.
Infância para mim causa dor e saudade, arrependimento e alegria, não posso falar que tive a pior infância, mas também não tive a melhor. Carrego dentro de mim perdas que ainda me sangram. Essa sou eu, aventureira, com fracassos e vitórias, buscando a cada dia uma nova maneira de viver.

A. B. (EE Guiomar de Freitas Costa, Uberlândia, MG)

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