quarta-feira, 16 de março de 2016

A Rua e seu Carrinho (crônica)



            Na rua de um bairro havia várias crianças que não se misturavam muito. Um dia apareceu um menino com um carrinho, todos ficavam olhando sem saber direito o que era, de repente o menino subiu no carrinho e desceu aquela rua em alta velocidade. Queríamos saber o que era aquilo, fomos chegando mais perto e descobrimos que era um carrinho de rolimã.
Certo dia eu e meus amigos decidimos fazer um daqueles carrinhos de rolimã, conseguimos construí-lo e fomos testá-lo na mesma rua onde ficava a garotada. Subimos a rua e lá de cima descemos numa velocidade tão alta quanto aquele menino que um dia apareceu com o carrinho de rolimã. O momento foi de muita alegria. O carrinho era bom, mas não tinha freio, então, um garoto teve a ideia de aprimorar nosso carrinho; o freio era uma madeira que se arrastava no chão e fazia o carrinho parar.
Gostávamos tanto do nosso brinquedo, que ficávamos ansiosos para chegar o fim de semana para juntos nos divertir. Nosso carrinho de rolimã uniu a todos da rua, e daquele momento em diante não paramos mais de brincarmos juntos.

Aquela época era muito boa, as crianças brincavam mais, sabiam ser crianças. Hoje em dia as crianças não sabem se divertir, dão muito valor a outras coisas; trocam as brincadeira de rua por um computador ou jogos no celular. Como era bom inventar brincadeiras, ficar até tarde na rua sem se preocupar com nada. Se pudesse voltar no tempo faria tudo de novo, pois a infância foi um marco na minha história que vou levar para vida toda.

Karolainy Biazotto Miranda  (EE Guiomar de Freitas Costa, Uberlândia, MG)

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