segunda-feira, 21 de março de 2016

Criança para sempre (crônica)



Peguei-me pensando outro dia no quão maravilhosa foi minha infância, no quanto eu aprontei e me diverti, nesse período em que não existia malícia nem tristeza; tempo que usávamos a imaginação. Lembro bem que onde morava havia mais amigas. Chegávamos da escola, mal trocávamos de roupa e já íamos para rua brincar, mas não de boneca não, pois, nem tínhamos, não era tão barato assim. Adorávamos brincar de pique esconde, pique pega, bandeirinha estourada, mamãe mandou. Fingíamos que éramos modelos, desenhávamos uma passarela com resto de tijolo amarelo pra marcar o chão. Como era bom, nos divertíamos o dia todo, não cansávamos, mas quando íamos pra casa tomar banho e dormir, era um pulo só na cama, já pensando nas brincadeiras do outro dia. Dedos ralados? joelhos ralados? fazia parte, não nos importávamos, no outro dia estávamos lá, brincando novamente.
Naquela tempo, existia computador e celular, mas não eram tão acessível assim, eram caros e precisávamos possuir cursos pra conseguir mexer em um computador. Não existia watsapp, sequer facebook, celulares com aplicativo para baixar jogos, programas, etc. Mesmo sem toda essa tecnologia que possuímos hoje, não deixamos que nossa infância fosse chata; quando se usa a imaginação, tudo fica perfeito, tudo fica mágico, umas das coisas mais lindas da vida é fantasiar, liberar tudo que sentimos de alegria dentro da mente de criança.
Quem disse que até hoje não brinco de boneca, de desenhar, e outras brincadeiras? Uso sempre minha imaginação; é sempre bom lembrar a infância. Acho essencial libertar nosso lado de criança; nos ocupamos com tantas coisas, muitas delas fúteis ou tristes, e deixamos de sorrir e esquecemos de nossa alma infantil, ela está conosco e nos possibilita olharmos com alegria, termos pensamentos puros, sorrirmos sem motivos, amarmos sem querer nada em troca, sermos sinceros.



Patrícia Martins Ferreira Nunes (EE Guiomar de Freitas Costa, Uberlândia, MG)

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