quarta-feira, 16 de março de 2016

O que ficou apenas na lembrança (crônica)



 
Quando eu era criança, uma lembrança que nunca me esqueço é da primeira vez em que fui à cachoeira. Foi em Catalão, Goiás. Os tios da minha mãe moravam lá e convidaram a família toda para um fim de semana. Quando chegamos, eles mencionaram que havia uma cachoeira e que era bem pertinho da casa onde estávamos, então todos combinaram de ir.
Ela era linda, grande, cheia. Eu me lembro de uma ponte que passava de um lado para o outro, cortando a cachoeira. Havia também um trampolim, mas como eu era pequena não tive coragem de pular. Lembro-me de sentar em algumas pedras que estavam na beira da água, meu pai estava ajudando a mim e minhas primas a nadar.
Depois de um tempo eu não quis ficar na água, estava muito gelada, então eu e uma de minhas primas fomos brincar em um parquinho, tinha escorregador e balanços em um morro bem ao lado da cachoeira. Tenho a lembrança de balançar e ouvir aquele som de água caindo.
Depois de alguns anos, quando voltei em Catalão, fiquei sabendo que a cachoeira tinha secado, que era um pasto de uma fazenda no local, fiquei muito triste em saber que aquela cachoeira que fez parte da minha infância não existia mais.  

Lorrayne Cimão (EE Guiomar de Freitas Costa, Uberlândia, MG)

Nenhum comentário:

Postar um comentário