Sempre participei das brincadeiras de rua.
Naquela época, em 2004, eram mais as tops. Eu era a menor da turma de treze
amigos. Nunca me esquecerei dos nomes de meus amigos da rua, havia amigos de
sete a doze anos.
Quase não passava carro na rua, ficávamos até altas horas brincando depois da escola. Na hora do pique pega sempre tinha uma amiga que me ajudava, senão sempre eu é que tinha que pegar. Mas, com a ajudinha de um e de outro, eu saía por cima. Lembro também de uma vez em que
caí e enfiei o pé num buraco do canteiro, foi muito tenso, todos vieram
assustados para ver o que havia acontecido. Na hora inchou muito, então, minha
mãe fez um banho com muitas ervas e no outro dia acordei firme, pronta para
outra.
Ah, que saudades daquele tempo de crianças, quando brincávamos
livres, inventávamos brincadeiras, nos machucávamos e sarávamos, sem frescura. Nos dias de hoje, quase não se vê crianças nas
ruas brincando. O uso indiscriminado das tecnologias, o medo provocado pela violência, entre outros, têm mudado o comportamento dos adultos e crianças; não existe infância como era antigamente.
Gisely Aparecida de Souza (EE Guiomar de Freitas Costa, Uberlândia, MG)
Gisely, consigo te imaginar fazendo arte...custosa desde pequena!!!
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